Valdivia – Punta Arenas

VALDIVIA – PUNTA ARENAS

UMA TRAVESSIA PELA PATAGÔNIA CHILENA

Depois de tantos anos navegando pelos mares do Brasil e da América do Sul, a Mistralis está novamente no extremo sul do continente.

Desta vez, partiremos de Valdivia, nossa nova base no Chile, rumo a Punta Arenas, navegando pela costa da Patagônia chilena.

Será uma travessia de aproximadamente 1.000 milhas náuticas, atravessando uma das regiões mais remotas, selvagens e impressionantes do planeta.

Não será uma viagem para simplesmente chegar ao destino.

Será uma verdadeira travessia oceânica.


DO RIO VALDIVIA AOS CANAIS DA PATAGÔNIA

Começaremos nossa navegação no rio Valdivia, deixando para trás a tranquilidade dos seus canais e seguindo para o sul.

Passaremos pela região de Chiloé e, gradualmente, deixaremos as águas mais conhecidas para entrar em um ambiente completamente diferente.

NAVEGAR PARA O SUL

De Valdivia seguiremos em direção ao extremo sul do Chile, deixando progressivamente para trás as áreas mais povoadas e entrando em uma região onde a presença humana se torna cada vez mais rara.

A partir de determinado momento, praticamente tudo muda.

A paisagem, a temperatura, os ventos, as correntes e principalmente a forma de navegar.

A costa se transforma em um enorme labirinto de ilhas, canais, estreitos e fiordes. Montanhas cobertas de neve avançam até o mar e, em muitos lugares, não existem estradas ou qualquer outra forma de acesso por terra.

É um território que se conhece verdadeiramente apenas navegando.


ATÉ O EXTREMO SUL

Nossa rota seguirá pela costa oeste da Patagônia chilena e pelos seus canais, buscando as passagens mais adequadas de acordo com as condições encontradas durante a viagem.

Um dos pontos marcantes da travessia será a chegada às proximidades de 52°49′ S, já no extremo sul da Patagônia, antes de prosseguirmos em direção a Punta Arenas.

Ali estaremos em uma das regiões mais selvagens do continente.

O planejamento da rota será sempre condicionado às condições de vento, mar, corrente e visibilidade. Na Patagônia, uma rota planejada no papel pode precisar ser modificada várias vezes durante a navegação.

E isso faz parte da própria experiência.


A VIDA A BORDO

Como em todas as travessias da Mistralis, quem embarca não será simplesmente passageiro.

Será parte da tripulação.

Todos participarão da rotina do veleiro: navegação, vigias, manobras, regulagem das velas, organização, cozinha, limpeza e demais tarefas necessárias para manter o barco navegando.

Durante a travessia, vamos aprender — ou aperfeiçoar — a leitura do vento e do mar, a utilização dos instrumentos de navegação, as manobras e, principalmente, a convivência e o trabalho em equipe.


O MAR COMO ELE É

Não sabemos exatamente como serão os dias que teremos pela frente.

Podemos encontrar vento forte ou muito forte.

Chuva, frio, neblina ou céu completamente aberto.

Mar formado ou águas tranquilas e repletas de gelo.

Dias de navegação intensa e momentos em que simplesmente será preciso esperar.

E essa é uma das maiores diferenças entre uma travessia e uma viagem convencional: não somos nós que determinamos o ritmo.

O mar determina.

Por isso, o início da travessia acontecerá somente quando houver uma janela favorável de vento e mar. A rota também poderá ser modificada durante a viagem sempre que isso for necessário para preservar a segurança da tripulação e da embarcação.


MAIS DO QUE CHEGAR

Chegar a Punta Arenas será importante.

Mas não será o único objetivo.

Durante os dias a bordo, vamos viver aquilo que a Mistralis procura proporcionar desde 1994: a verdadeira vida no mar.

Sem horários rígidos.

Sem conforto de terra firme.

Sem a possibilidade de simplesmente ir embora quando alguma coisa não estiver como imaginávamos.

Haverá trabalho, aprendizado, cansaço, frio, silêncio, companheirismo e muitas histórias.

E haverá também aqueles momentos que fazem tudo valer a pena:

  • uma noite de céu limpo em um lugar onde quase não existe luz artificial;
  • o primeiro vento depois de horas de calmaria;
  • uma montanha surgindo por trás da neblina;
  • um animal aparecendo ao lado do barco;
  • ou simplesmente a sensação de estar navegando por um lugar onde poucas pessoas já estiveram.

VALDIVIA → PUNTA ARENAS

Uma nova travessia.

Uma nova etapa da Mistralis na Patagônia.

De Valdivia a Punta Arenas.

Mais uma vez, vamos colocar o barco no mar, trabalhar juntos, aprender, enfrentar as condições que encontrarmos pelo caminho e deixar que a própria navegação conte a história.

Porque, para nós, uma travessia nunca é apenas a distância entre dois pontos.


É tudo aquilo que acontece entre eles.

MISTRALIS

A verdadeira vida no mar.