PUERTO WILLIAMS → CABO HORN → PUERTO WILLIAMS
CABO HORN — O ÚLTIMO GRANDE DESAFIO
Existem lugares que qualquer navegador conhece.
E existe um lugar que todo navegador sonha em conhecer, ao menos os velejadores de verdade!
Cabo Horn.
Na extremidade sul da América do Sul, onde o continente termina e os oceanos Atlântico e Pacífico se encontram, está um dos lugares mais emblemáticos — e mais temidos — da história da navegação.
É para lá que a Mistralis vai partir de Puerto Williams.
E depois de chegar ao Horn, vamos voltar.
Uma expedição ao fim do mundo.
RUMO AO HORN
Deixaremos Puerto Williams navegando pelo Canal Beagle, em direção ao sul.
A partir dali, a paisagem se torna cada vez mais austera.
Montanhas.
Ilhas.
Fiordes.
Vento.
Frio.
Mar.
E um horizonte que parece não terminar.
Nossa rota nos levará pelas águas austrais até a região do arquipélago das ilhas Wollaston e, finalmente, ao ponto que durante séculos representou um dos maiores desafios para quem navegava entre os oceanos:
o Cabo Horn.
Não existe um caminho simples para chegar lá.
E é justamente por isso que vamos.
O CABO HORN
Durante séculos, dobrar o Cabo Horn significava enfrentar algumas das condições mais difíceis encontradas por um veleiro.
Ondas enormes, ventos violentos, frio extremo e mudanças rápidas de tempo fizeram do Horn um dos lugares mais famosos da história marítima.
Hoje temos cartas eletrônicas, previsões meteorológicas, comunicação por satélite e equipamentos que os antigos navegadores jamais imaginaram.
E diante do Cabo Horn não existe equipamento capaz de substituir experiência, prudência e respeito pela natureza.
Por isso, nossa chegada será determinada pelas condições.
Não existe obrigação de chegar.
Não existe pressa.
Não existe desafio que valha colocar uma tripulação em risco.
O Cabo Horn estará lá.
Nós chegaremos quando o mar permitir.
NÃO É UMA PASSAGEM. É UMA CONQUISTA.
Chegar ao Cabo Horn a bordo de um veleiro é uma experiência difícil de explicar para quem nunca viveu uma travessia.
Depois de dias navegando, finalmente veremos surgir diante de nós aquele pedaço de terra perdido no extremo sul do continente.
E aquela sensação difícil de descrever de estar exatamente onde, durante séculos, tantos navegadores enfrentaram o desconhecido.
Talvez naquele momento ninguém fale muito.
Talvez cada um fique simplesmente olhando.
Porque existem lugares que não precisam de palavras.
O Cabo Horn é um deles.
E DEPOIS… VOLTAR
Mas essa travessia tem uma particularidade.
Não vamos simplesmente passar pelo Cabo Horn e seguir viagem.
Vamos voltar para Puerto Williams.
E isso muda tudo.
Porque chegar ao Horn será apenas metade do caminho.
Depois de alcançar o extremo sul, teremos novamente que enfrentar os mesmos mares, os mesmos ventos e os mesmos canais para retornar.
A viagem não termina quando chegamos.
Ela termina quando a Mistralis estiver novamente amarrada em Puerto Williams.
É ali que a travessia estará completa.
A TRIPULAÇÃO
Como em todas as travessias da Mistralis, não haverá passageiros.
Haverá tripulantes.
Cada pessoa a bordo fará parte da vida do barco.
Participará das vigias, das manobras, da navegação, das refeições, da organização e de tudo aquilo que mantém um veleiro funcionando durante uma expedição.
Vamos navegar de verdade.
Vamos trabalhar juntos.
Vamos tomar decisões.
Vamos esperar quando for necessário.
E vamos seguir quando houver uma janela segura.
Porque uma expedição como essa não é uma viagem em que alguém simplesmente leva você até o Cabo Horn.
Você vai chegar lá porque fez parte da tripulação que levou o barco até lá.
O DESAFIO
O Cabo Horn não precisa ser conquistado.
Ele precisa ser respeitado.
Nossa maior vitória será voltar para Puerto Williams com a embarcação e todos os tripulantes em segurança.
Talvez o tempo permita uma passagem tranquila.
Talvez seja necessário esperar.
Talvez seja necessário mudar a rota.
Talvez o Horn nos mostre por que ganhou sua reputação.
Tudo isso faz parte.
Porque navegar no extremo sul não é lutar contra a natureza.
É aprender a navegar com ela.
Teremos feito aquilo que todo navegador guarda em algum lugar dos seus sonhos:
ter colocado a proa em direção ao Cabo Horn.
MISTRALIS
O mar não promete nada.
É por isso que cada chegada importa.
