Mar del Plata – Itajai

MAR DEL PLATA → ITAJAÍ

DE VOLTA AO BRASIL

Depois de atravessar o extremo sul da América do Sul, dobrar o Cabo Horn, navegar pela Isla de los Estados e chegar às Falklands, a Mistralis estará novamente diante do continente.

Mas a expedição ainda não terminou.

De Mar del Plata, colocaremos a proa para o norte.

Destino: Itajaí, no Brasil.

Serão vários dias de navegação pelo Atlântico Sul, acompanhando a costa argentina e uruguaia antes de cruzarmos novamente para o Brasil.

É o último grande trecho da nossa jornada.

Mas não será simplesmente uma viagem de volta.

Ainda teremos muito mar pela frente.


O ATLÂNTICO SUL

Depois de tantas semanas navegando entre canais, ilhas e montanhas, a mudança será radical.

O horizonte se abre.

A terra começa a ficar distante.

As referências visuais desaparecem.

E o oceano passa a dominar tudo ao redor.

Durante os dias de travessia, nossa vida será novamente organizada pelo vento, pelo mar e pelos turnos de vigia.

Enquanto alguns descansam, outros estarão no comando.

Enquanto alguns dormem, outros estarão olhando o horizonte.

O barco seguirá avançando, milha após milha.

É nesse momento que a essência de uma travessia oceânica aparece com toda a força.


NAVEGAR É SABER ESPERAR

No oceano, distância não significa simplesmente tempo.

O vento pode acelerar a viagem.

Uma frente meteorológica pode obrigar a reduzir o ritmo.

Uma mudança nas condições pode alterar completamente nossa rota.

Por isso, a navegação será planejada continuamente.

Meteorologia, vento, ondas, corrente, estado do barco e condição da tripulação serão considerados antes de cada decisão.

Não existe pressa.

Existe o momento certo.

E, quando ele chegar, seguimos.


A COSTA VAI SE APROXIMANDO

Pouco a pouco, depois de dias de oceano, começaremos a sentir a proximidade do continente.

Primeiro, talvez apenas uma mudança no comportamento do mar.

Depois, sinais no horizonte.

Navios.

Movimento.

Terra.

E finalmente a costa brasileira.

A temperatura começa a subir. ALELUIA!!!

O clima muda.

A paisagem muda.

E aquela sensação de estar voltando para casa começa a aparecer.


ITAJAÍ

Depois de uma longa jornada pelo Atlântico Sul, chegaremos a Itajaí.

Será o fim de uma das maiores sequências de navegação da Mistralis.

Uma expedição que terá começado muito ao sul, atravessado alguns dos ambientes mais extremos do planeta e, finalmente, retornado ao Brasil pelo oceano.

Mas talvez, naquele momento, a pergunta não seja quantas milhas navegamos.

Nem quantos lugares conhecemos.

Talvez seja simplesmente:

quem éramos quando partimos — e quem somos agora?

Porque o oceano tem essa capacidade.

Ele tira tudo o que é desnecessário.

Deixa apenas o essencial.

E, depois de tantos dias vivendo em um espaço pequeno, trabalhando juntos, enfrentando o frio, o vento, o cansaço, as calmarias e o mar, alguma coisa inevitavelmente muda.


A ÚLTIMA TRAVESSIA

Como em todas as etapas da Mistralis, esta não será uma viagem de passageiros.

Será uma travessia de tripulantes.

Todos participarão da rotina do barco, das vigias, da navegação, das manobras e das tarefas necessárias para manter a Mistralis navegando.

Durante a jornada, cada um terá seus momentos de cansaço.

Seus momentos de dúvida.

Seus momentos de silêncio.

Mas também terá aquela experiência rara de olhar para o céu durante uma madrugada no meio do oceano e perceber que, naquele instante, não existe praticamente mais nada entre você e o universo.

É por esses momentos que se atravessa um oceano.


MAR DEL PLATA → ITAJAÍ

O último trecho.

A última grande navegação.

Depois de toda a Patagônia, do Cabo Horn, da Isla de los Estados e das Falklands, finalmente colocaremos a proa para o norte.

De volta ao Brasil.

De volta à nossa costa.

De volta a Itajaí.

Mas não exatamente de volta à mesma vida.

Porque quem parte para uma grande travessia nunca retorna exatamente igual.

Alguma coisa fica no mar.

E alguma coisa do mar volta com você.

MISTRALIS

Mar del Plata → Itajaí.

O oceano como caminho.
A navegação como experiência.
A chegada como consequência.